quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Navegando na internet encontrei um blog e achei muito bom um artigo escrito por Alexandre Oliva que fala sobre software privativo. Este artigo foi publicado na Revista Espírito Livre nº 7 (outubro de 2009) e em seu blog pessoal.


Copyright 2009 Alexandre Oliva

http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/livre-educar

Software privativo é falta de educação, por Alexandre Oliva (lxoliva@fsfla.org)

Enquanto escolas públicas se preparam para oferecer Um Computador por Aluno, com Software Livre, às populações que em sua maioria não possuem computadores de propósito geral, escolas particulares desperdiçam seus orçamentos menos apertados em software privativo, incompatível com a missão de educar.

Não é que o software privativo escolhido pelas escolas não cumpra o propósito para o qual foi projetado. Às vezes até cumpre. O problema é que o propósito educacional, quando o software é privativo, vem sempre acompanhado de outros propósitos indesejáveis. E são esses outros propósitos que criam hábitos prejudiciais e limitam as possibilidades de aprendizado.

O objetivo da educação não deve se limitar a transmitir informação. Deve preparar o educando para ser um cidadão livre e independente, bom membro da sociedade, capaz de utilizar o conhecimento e as técnicas que adquiriu para buscar conhecimento que deseje ou necessite, assim como para desenvolver conhecimento novo, pelo bem de todos.

Software Livre, isto é, software que respeita as liberdades dos usuários de executar o software para qualquer propósito, de estudar o código fonte do software e adaptá-lo para que faça o que o usuário deseje, de fazer e distribuir cópias do software, e de melhorá-lo e distribuir as melhorias, permite que pessoas usem computadores sem abrir mão de serem livres e independentes, sem aceitar condições que os impeçam de obter ou criar conhecimento desejado.

Software que priva o usuário de qualquer dessas liberdades não é Livre, é privativo, e mantém usuários divididos, dependentes e impotentes. Não é uma questão técnica, não tem nada a ver com preço nem com a tarefa prática desempenhada pelo software. Um mesmo programa de computador pode ser Livre para alguns usuários e não-Livre para outros, e tanto os Livres quanto os privativos podem ser grátis ou não. Mas além do conhecimento que foram projetados para transmitir, um deles ensinará liberdade, enquanto o outro ensinará servidão.

Falta de Educação

Se o usuário depender de permissão do desenvolvedor do software para instalá-lo ou utilizá-lo num computador qualquer, o desenvolvedor que decida negá-la, ou exija contrapartida para permiti-la, efetivamente terá controle sobre o usuário. Pior ainda se o software armazenar informação do usuário de maneira secreta, que somente o fornecedor do software saiba decodificar: ou o usuário paga o resgate imposto pelo fornecedor, ou perde o próprio conhecimento que confiou ao seu controle. Seja qual for a escolha, restarão menos recursos para utilizar na educação.

Ter acesso negado ao código fonte do programa impede o educando de aprender como o software funciona. Pode parecer pouco, para alguém já acostumado com essa prática que pretende também controlar e, por vezes, enganar o usuário: de posse do código fonte, qualquer interessado poderia perceber e evitar comportamento indesejável, inadequado ou incorreto do software. Através dessa imposição de impotência, o fornecedor cria um monopólio sobre eventuais adaptações ao software: só poderão ser desenvolvidas sob seu controle. Pior ainda: cerceia a curiosidade e a criatividade do educando. Crianças têm uma curiosidade natural para saber como as coisas funcionam. Assim como desmontam um brinquedo para ver suas entranhas, poderiam querer entender o software que utilizam na escola. Mas se uma criança pedir ao professor, mesmo o de informática, que lhe ensine como funciona um determinado programa privativo, o professor só poderá confessar que é um segredo guardado pelo fornecedor do software, que a escola aceitou não poder ensinar ao aluno. Limites artificiais ao que os alunos poderão almejar descobrir ou aprender são a antítese da educação, e a escolha de modelos de negócio de software baseados numa suposta necessidade de privação e controle desse conhecimento não deve ser incentivada por ninguém, muito menos pelo setor educacional.

O compartilhar é um valor essencial para o funcionamento da sociedade. Não é à toa que, como parte da missão da educação, está a compreensão e a prática desse valor. Quem leva um brinquedo à escola é ensinado a compartilhá-lo com os colegas. Por que com software seria diferente? De fato, com software essa prática deveria ser ainda mais incentivada, pois não há sequer o risco de o amigo quebrar o software. Sendo um bem não-rival, pode ser usado por vários ao mesmo tempo: o compartilhamento se dá não por divisão, mas por multiplicação. Mas, ao contrário do brinquedo, quando se trata de software, várias escolas ensinam que compartilhar é feio, errado, comparável a atacar barcos. Ensinam que não se deve compartilhar um brinquedo de software levado à escola, e dão o mau exemplo elas mesmas, negando-se a compartilhar o software que oferecem aos alunos. Isso porque escolheram mal o software: decidiram apoiar modelos de negócios mesquinhos, baseados em privação, escassez artificial e desrespeito ao próximo, ao invés de formarem cidadãos conscientes e livres, ensinando a adotar e apoiar práticas que respeitam valores essenciais da sociedade.

O cooperar é outro valor essencial para o funcionamento da sociedade. A aquisição de software educativo ou de propósito geral como enlatado atenta contar esse valor. Cercear o impulso criativo das crianças e adolescentes, aceitando o impedimento de melhoria ao software, prejudica não só o desenvolvimento dos alunos, que logo se acostumam a aceitar a posição de consumidores passivos, como também a sociedade, já que limita as contribuições que esses alunos poderiam vir a fazer, se não estivessem proibidos de construir sobre ombros de gigantes. Ao invés de aceitar software enlatado, sobre o qual pouco ou nenhum controle pode ter, a própria escola deveria dar o exemplo e influenciar ativamente o desenvolvimento do software educacional que adota, para que as motivações educacionais e suas decisões pedagógicas venham ao primeiro plano, sem que considerações mercadológicas do fornecedor prevaleçam. Não quer dizer que a escola tenha de ter sua própria equipe de programadores, mas que o Software seja Livre, de modo que, se um dia o fornecedor se recusar a fazer uma modificação desejada pela escola, ela possa contratar outro fornecedor para desenvolver a melhoria, cooperando ou não com suas semelhantes.

Não é à toa que fornecedores de software privativo com frequência oferecem o software que controlam gratuitamente, ou a preço menor, para uso educacional. Querem que crianças e jovens sejam adestrados sob seu controle, e se tornem dependentes. Depois, quando estiverem (de)formados, chegarão ao mercado de trabalho e não conhecerão alternativa. Pior, estarão dependentes. Assim como oferecer cigarro ou drogas entorpecentes para os alunos, deveria ser impensável oferecer software privativo. Aceitá-lo é cercear a criatividade, limitar o aprendizado, promover valores anti-sociais e fomentar a servidão tecnológica e a ditadura do desenvolvedor. São objetivos incompatíveis com a educação. O software privativo mata a aula. Se vai à escola, atrapalha. Boa educação é com Software Livre presente!

Utilização da internet como ferramenta no processo ensino-aprendizagem

Internet na Educação


Por
Gabriela E. Possolli Vesce

A internet vem se expandindo no meio social sendo considerada a mídia mais promissora desde o surgimento da televisão. Trata-se da mídia mais descentralizada existente atualmente, e justamente por esse motivo passa a ser também a mídia mais ameaçadora para os grupos hegemônicos, tanto política como economicamente. As pessoas podem dizer o que quiserem por meio da internet, conversar com quem desejarem, oferecer serviços que considerarem convenientes. Disso resulta um grande gama de tentativas para controlar a internet, seja de forma clara ou sutil. Até mesmo leis específicas para controlar essa mídia estão sendo elaboradas, tais leis tem seus aspectos coercitivos visando censurar a liberdade que a internet possibilita, mas por outro lado, buscam punir crimes que têm sido cometidos pela internet (ex.: hackers que roubam senhas e propagam vírus).
A Internet tem sido usada de diversas maneiras e em diferentes níveis de intensidade, em todas as modalidades da educação, tanto por alunos como por professores, refletindo diretamente na qualidade do ensino, pela qual se luta e sobre a qual se discute demasiadamente.
As ferramentas da internet como, o correio eletrônico, os sites de busca, os fóruns de discussão, os gerenciadores de conteúdo, bibliotecas virtuais, etc, são usadas de diversas formas, tanto em contextos de educação presencial como na educação à distância, sendo que, no ensino presencial essas ferramentas são utilizadas como instrumentos de apoio.
Há muita informação disponível na internet, em quantidade quase que inesgotável e acessível de qualquer parte do mundo. Mas por outro lado, quando se é confrontado com esse grande volume de informações, existe uma tendência de dedicar um tempo menor para a análise dos conteúdos devido à compulsão por navegar e descobrir outras páginas. Além desse problema tem-se a questão da confiabilidade e da qualidade de alguns sites disponíveis na internet enquanto fontes de pesquisa, uma vez que existem opiniões divergentes sobre um assunto e até mesmo informações falsas ou imprecisas. Desse modo, cabe ao professor orientar seus alunos no sentido de que é preciso filtrar as informações e verificar quem está escrevendo, a que instituição está vinculado e a partir de que visão de mundo faz isso.
O professor, enquanto orientador na utilização da internet, deve estar atento a seguinte armadilha da internet: utilizar a internet como meio de entretenimento e livre navegação pode se tornar mais sedutor do que o
trabalho de interpretação e concentração exigido pela pesquisa. Dessa forma, é papel do professor evitar que os alunos sejam dispersos enquanto realizam suas pesquisas. Trata-se de um dilema complicado de ser resolvido na prática, uma vez que alguns alunos atravessam uma fase de deslumbramento com a tecnologia, em que se encontram curiosos e dificilmente conseguem organizar-se a fim de se concentrar em um só site ou tema de cada vez.


http://www.infoescola.com/pedagogia/internet-na-educacao/

domingo, 25 de outubro de 2009

A Informática Educativa em sala de aula



A informática vem adquirindo cada vez mais relevância no cenário educacional. Sua utilização como instrumento de aprendizagem e sua ação no meio social vêm aumentando de forma rápida entre nós. Nesse sentido, a educação vem passando por mudanças estruturais e funcionais frente a essa nova tecnologia. Houve época em que era necessário justificar a introdução da Informática na escola. Hoje já existe consenso quanto à sua importância. Entretanto o que vem sendo questionado é a forma com que essa introdução vem ocorrendo.
O Objetivo principal nos dias atuais é adaptar no currículo escolar a utilização da informática (computador) como instrumento de apoio às matérias e aos conteúdos lecionados, além da função de preparar os alunos para uma sociedade informatizada.
Observa-se que no início, quando nas escolas fez-se o uso do computador, foi comprovada a pouca experiência dos alunos com essa tecnologia. Houve processo lento para modernização no sistema escolar, onde eram necessários a utilização de técnicos especializados nessa função de ensinar informática. Profissionais que não estavam ligados no conteúdo programático da instituição de ensino sem vínculo com as disciplinas, cujos objetivos eram o contato com a nova tecnologia e oferecer a formação tecnológica necessária para o futuro profissional na sociedade. Com o passar dos anos houve uma preocupação maior em adaptar esse sistema com a aula propriamente dita, a informática educativa, que além de promover o contato com o computador, tinha como objetivo a utilização dessa ferramenta como instrumento vinculado a outras disciplinas.
Vivemos em um mundo globalizado, modernizado, onde a informática se tornou uma das peças principais para resolução de nossos problemas, praticidade, segurança, organização, comodidade, agilidade. Não devemos esquecer dos valores éticos e morais ensinados em sala de aula, nossas raízes na escrita.
A globalização impõe exigência de um conhecimento holístico da realidade. E quando colocamos a informática como disciplina, fragmentamos o conhecimento e delimitamos fronteiras, tanto de conteúdo como de prática.
Entendemos que a construção de conhecimento em informática na educação pode ser concebida como um “elemento novo” no processo de aprendizagem do professor da escola pública e que começa a permear a sua prática profissional. Portanto, consideramos que cursos de capacitação em informática na educação podem ser considerados como uma das experiências do professor em aprender a ensinar utilizando a informática.
Concebendo a importância da experiência pessoal do professor com a informática e da significação pessoal dessa experiência para o desenvolvimento profissional do professor, buscamos desenvolver a pesquisa à luz dos estudos sobre o desenvolvimento profissional e pessoal, saberes docente e a construção pessoal desses saberes bem como estudos sobre a informática na educação.
No dia-a-dia do professor, apresentam-se exigências ou necessidades que podem levá-lo a novas aprendizagens relacionadas ao exercício da docência.
Diante dessa nova situação, é importante que o professor possa refletir sobre essa nova realidade, repensar sua pratica e construir novas formas de atuação que permitam não só no lidar, com essa nova realidade como também construí-la. O professor precisa entender a importância em se comprometer a estar em um laboratório de informática ministrar sua aula e não deixar que uma outra pessoa faça isso.
A informática educacional deve fazer parte do projeto político pedagógico da escola, projeto esse que define todas as pretensões da escola em sua proposta educacional.
Jandivan Ferreira ( janinformatica.blogspot.com )


Achei o texto interessante pois mais uma vez nos mostra a importância da informática educativa nos dias atuais. E bom lembrar que a informatica educativa não é uma questão só do professor, mas também de toda a escola e deve fazer parte do projeto pedagógico.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Utilização da internet como ferramenta no processo ensino-aprendizagem

A Internet é uma importante ferramenta na busca de informações, em qualquer área de interesse, podendo ser utilizada tanto por educadores quanto por alunos no intuito de enriquecer o processo ensino-aprendizagem. O ambiente virtual hoje faz parte dos recursos utilizados para a divulgação e disseminação de informação. O uso da rede para a educação já fato, dentro e fora das escolas, tanto como o ensino formal quanto o não-formal. Para professores e educadores algumas fontes de pesquisa são muito comuns no dia-a-dia, para produção de aulas e materiais didáticos. O acesso a Internet permite a criação de um ambiente de aprendizagem cooperativa e que permite fugir da chamada “educação bancária” de acumulação de conhecimento (Meira, 2002) em favor das situações nas quais os alunos podem explorar conteúdos, reter informações, elaborar questões, interagir com outros alunos e gerar conhecimento.

Utilização da internet como ferramenta no processo ensino-aprendizagem

A Internet tem sido utilizada em sala de aula como ferramenta de apoio para alunos e professores, desde o ensino fundamental até o superior. Isto se reflete diretamente no ensino pelo qual se trabalha e pesquisa. As tecnologias afetam diretamente a áreas do conhecimento, no que se refere a produção e transmissão da informação, a educação é uma das mais afetadas. De acordo com Paiva (2003), “assim como a educação prepara o homem para as novas formas de trabalho e para os demais campos de atividade humana (arte, ciência, cultura, etc.), nos quais imperam atualmente as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), a educação também sofre influência dessas tecnologias”.
A utilização desse material como pesquisa e suporte para o melhor desenvolvimento de conteúdo das aulas são alternativas a serem pesquisadas pelos professores que se interessam por práticas diferenciadas aplicadas em sala. Isso significa que além da própria aula o professor pode examinar a prática pedagógica e tentar adaptá-la aos seus interesses e a outros conteúdos. Por conta disso pesquisam, até mesmo, as aulas que aparentemente destinam-se a professores de outras disciplinas.
Esse trânsito, liberdade e mobilidade de cooperação e formação mútua transformam o ensino-aprendizagem, quando bem pesquisado e produzido, fazendo o professor um construtor e divulgador ativo do saber.

sábado, 17 de outubro de 2009

Esse vídeo é bem interessante fala sobre tecnologia e educação

Utilização de softwares educacionais


Avaliação de software educacional

Os softwares verdadeiramente educativos deveriam ser construídos sob os aportes de uma teoria sobre a maneira com que os sujeitos aprendem. Existem várias teorias, baseadas em estudos sobre o desenvolvimento cognitivo, de como se dá a aprendizagem, por exemplo, teorias de Jean Piaget, Vygostky, Wallon e outros, as quais deveriam fornecer as bases para a concepção dos softwares educativos. O paradigma cognitivo proporciona aos estudantes um papel mais ativo e com menor controle externo.
Há uma grande demanda no mercado por novos programas, o que está determinando um crescimento em progressão geométrica da produção de softwares dito educativos. Existe um número razoável de programas que se intitulam como educativos. Muitos deles ostentam na embalagem o rótulo de software construtivista
Em uma análise de muitos destes programas o que se pode constatar são concepções existentes na sua construção onde as informações são padronizadas, como se elas por si pudessem promover a aprendizagem de qualquer conteúdo, de forma independente do contexto educativo e da figura do professor, condizentes muito mais com formas de entretenimento do que com necessidades pedagógicas.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

REVOLUÇÃO CUBANA







PODEMOS ANAILZAR QUE O PROCESSO QUE LEVOU FIDEL CASTRO E SEUS COMPANHEIROS AO PODER EM CUBA, EM 01/01/1959, INICIOU-SE ANOS ANTES , EM 1953, COM A TENTATIVA DE TOMADA DO QUARTEL DO MONCADA, POR UM GRUPO DE ESTUDANTES RECÉM-FORMADOS QUE LUTAVAM CONTRA A DITADURA DE FUGENCIO BATISTA.



O LIDER MAIOR FIDEL CASTRO FOI CONMDENADO E PRESO, MAS CONSEGUIU FUGIR E FOI PARA O MÉXICO, ONDE LA SE REUNIU COM ANTIGOS COMPANHEIROS DE LUTA E CONHECEU O ARGENTINO ENESTOR (CHE) GUEVARA, QUE ADERIU A REVOLUÇÃO CUBANA.



O CASO CUBANO E DIFERENTE DOS OUTROS PORQUE CUBA E UM PAIS PEQUENO, UMA ILHA NA QUAL AINDA HÁ UMA BASE MILITAR DOS UEA E HOJE SOFRE UM BLOQUEIO COMERCIAL DOS ESTADOS UNIDOS PODEMOS CONCLUIR QUE O PROCESSO REVOLUCIONARIO SIGNIFICA CONTRUIR UMA DETERMINADA SOCIEDADE, UMA SOCIEDADE QUE ALTERA SUAS ESTRUTURAS E MODO DE VIDA, MAS AVAÇARAM POUCO NO PROCESSO DE LIBERDADE E EMANCIPAÇÃO HUMANA.





A Revolta da Chibata - entenda melhor

A revolta Chibata

A Revolta da Chibata, aconteceu 22 anos depois da abolição da escravidão. É importante saber desse detalhe para entedermos os motivos que levaram os marinheiros a se rebelarem contra os seus superiores. Não foi uma rebelião apenas contra os baixos salários e os castigos físicos, como abordam os diversos livros didáticos de ensino médio. É necessário compreender um pouco o contexto socio-cultural da época em que esse movimento eclodiu.
É preciso entender que a Lei Aurea libertou os negros do trabalho escravo, dessa condição do negro ser obrigado a trabalhar sem remuneração, através da força, da opressão, do castigo físico, da humilhação, sob a mira de armas e etc. Porém, essa Lei não libertou os negros de outras situações de miséria que escravizam o ser humano, e ferem a sua dignidade. Após a proclamação da Lei Aurea, os negros ficaram entregues a própria sorte. A Lei não libertou os negros da total escravidão, todos continuaram escravos de outras situações de escravidão; escavos da fome, do preconceito, da ingnorância, do descaso, da falta de oportunidades, e outras mazelas. Aos 22 anos da "abolição da escravidão" umas das poucas oportunidades de emprego para os jovens negros era o ingresso na Marinha de Guerra ou na Marinha Mercante. Os negros representavam quase 99% dos marinheiros e cabos, todos eram netos de ex-escravos. Eram convocados como "voluntários" para fazer o serviço pesado nos navios, que dependiam de muita mão de obra para serem manobrados e navegados(navios a vela e a vapor). Era um trabalho que calegava e sujava as mãos, exigia força bruta dos marinheiros e suava a camisa. Na época existia na sociedade brasileira um preconceito muito grande contra este tipo de trabalho, pois antes era um trabalho feito pelos escravos, sendo assim, os cidadãos acreditavam que tendo que exercer uma atividade que antes era executada pelos negros, estariam eles se igualando a condição de escravo. Sendo assim, as famílias ilustres da sociedade não permitiam que os seus filhos entrassem na Marinha para fazer carreira militar começando como marinheiro, estes, entravam como oficiais para galgarem os postos mais altos do comando. Existia um abismo social enorme dentro da corporação, de um lado os marinheiros, netos de escravos e oriundos das famílias mais pobres e, do outro lado, os oficiais, vindos das famílias mais ilustres da alta sociedade que antes eram famílias escravocratas.

INFORMÁTICA EM SALA DE AULA

A tecnologia sozinha não consegue resolver nada.


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Utilização da internet como ferramenta no processo ensino-aprendizagem


Importância da Internet na educação

A educação no Brasil sempre foi alvo de críticas. Métodos ultrapassados, professores mal remunerados, alunos pouco motivados, etc. Neste cenário, surge a internet que oferece contribuições positivas e negativas para a educação. Neste post irei focar nas oportunidades e na importância da internet na educação.
A internet é uma grande biblioteca
Sobre certo ponto de vista, a internet é uma grande biblioteca. Nela encontramos livros inteiros para consulta, artigos técnicos, enciclopédias, dicionários, vídeos educacionais e uma enorme variedade de sites e blogs com os mais diversos conteúdos educacionais.
Se no passado faltavam livros e materiais de estudo, agora o problema é o excesso. Localizar, organizar e tirar proveito de tudo isso é um desafio para os educadores e a escola atual.
Novas modalidades de ensino EAD
A importância da internet na educação pode ser vista nas novas modalidades de ensino, também chamada de EAD -
Educação a Distância. Embora existam ainda resistências em aceitar este modelo de ensino, é inegável que a educação a distância traz enormes benefícios para a educação como um todo. Alguns desses benefícios podem ser:
§ Permite o retorno de muitos alunos que haviam abandonado a escola por falta de tempo;
§ Leva cursos superiores a regiões remotas, onde esses cursos não existiam;
§ O custo de uma formação no modelo EAD é muito mais baixo que no modelo tradicional. Isto serve para o aluno e para a escola;
§ Estimula a auto-aprendizagem e a pesquisa;
Estímulo a leitura e escrita
Com algumas exceções, creio que as pessoas estão escrevendo muito mais agora do que antes de terem acesso à internet. O mesmo vale para a leitura, muito embora a leitura na internet seja diferente da leitura de um livro impresso, por exemplo.
Os blogs trouxeram um grande benefício para as pessoas: ler, pesquisar e escrever. Quem tem um blog, tem esta tríplice tarefa quase que diariamente. Então, que tal se as escolas sugerissem a seus alunos que cada um tivesse um blog? O resultado disso é que os alunos teriam de ler mais, pesquisar mais, escrever mais e consequentemente aprender mais.
Diminuição das diferenças culturais
Vi uma palestra do professor
Luli Hadfaher, onde ele diz que antes da internet as pessoas iam aos Estados Unidos, por exemplo, para comprar livros e consumir cultura, isto era uma vantagem competitiva no campo cultural. Hoje, com a internet isto não faz mais sentido, já que o mesmo conteúdo que existe lá está disponível aqui também.

Conceito de educação continuada
No meu entendimento, a importância da internet na educação caracteriza-se também pelo fato de trazer o conceito de educação continuada. Lembro que antigamente quando uma pessoa se formava em alguma área era um momento sublime, único e pelo menos na minha cabeça ficava a impressão de que aquela pessoa havia atingido o ápice. A internet tem mostrado a imensidão de
informações e conhecimentos disponíveis, isto nos leva a acreditar que devemos estudar sempre.

Retirado do blog: http://www.luis.blog.br/importancia-da-internet-na-educacao.aspx

Como podemos perceber a Internet é riquíssima em benefícios no processo ensino –aprendizagem, é uma forma dinâmica de se ensinar e aprender, algo que está inserido na realidade dos jovens e por isto torna-se mais fácil de chegar até eles, de fazer com que entendam certas matérias. Os professores devem acompanhar esta dinâmica tecnológica para não ficarem para traz, não que os professores serão substituídos por máquinas, mas estes devem estar se reciclando, acompanhando o desenvolvimento da juventude e trazendo cada vez mais, novas maneiras de ensinar. O professor deve ser um auxiliar, um mediador entre o aluno e o computador, a Internet. Ensinar e ajudar a pesquisar, mostrar que Internet não é apenas diversão, mas também fonte de conhecimento. O professor deve trazer este mundo de informação para dentro de sua sala de aula, facilitando assim a compreensão, se igualando a linguagem dos alunos.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Inclusão Digital - Ensino da Matemática


"A inclusão digital implica em investir na aquisição de computadores para escolas
e centros comunitários. Nesses locais, os usuários teriam a possibilidade de acessar a Internet
e a utilizar computadores de acordo com os próprios interesses. Segundo SILVEIRA (2003), a
política de inclusão e alfabetização tecnológica abrange os seguintes pontos:
“- A aprendizagem é um processo permanente e personalizado.
- Navegar na rede é uma forma de obtenção de informações que pode gerar
conhecimento;
- É direito das comunidades obter a orientação presencial de seus jovens e
adultos para refletir criticamente em um espaço de saber flutuante, contínuo e
permanentemente renovável.
- A aprendizagem em rede é cooperativa.
- Interagir, obtendo e gerando hipertextos, se está praticando e desenvolvendo
uma inteligência coletiva.
- É fundamental reconhecer, enaltecer e disseminar pela rede os saberes
desenvolvidos pela comunidade.
- Cada cidadã e cidadão deve buscar desenvolver na rede múltiplas
competências.
- É preciso assegurar à população o conhecimento básico da Informática e
incentivar o processo permanente de auto-aprendizagem” (p. 29).
A inclusão digital não abrange somente o acesso à Internet. Nela estão incluídos a
utilização de editores de textos, planilhas, softwares, jogos didáticos etc, orientados por
professores capacitados. Nesses centros de aprendizagem o usuário poderia desenvolver
várias atividades com o intuito de se familiarizar com um recurso." (Ferreira, Ana Cristina Andrejew
O uso do computador como recurso mediador na disciplina
de matemática no ensino médio / Ana Cristina Andrejew
Ferreira. - Porto Alegre, 2004.)

Fonte: http://tede.pucrs.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1442
O Logo

Foi a primeira linguagem de programação desenvolvida para crianças, foi criado por Seymour Papert (1986). Adapta-se as escolas que são construtivistas, e também para crianças que têm dificuldades de aprendizagem. A característica básica do Logo é a sua forma de comunicação que se aproxima muito do modo como se estrutura o pensamento da criança, possibilitando desenvolver sua criatividade. A criança aprende errando, analisando erros e buscando soluções. O Logo é bastante utilizado também para o estudo de geometria. Ele pode ser usado na forma tradicional, para elaboração de desenhos geométricos e desenho em geral, na forma mais avançada o logo pode ser relacionado á robótica educacional. Ele geralmente é apresentado através da Tartaruga (mecânica ou de tela) que se move no espaço ou na tela como resposta aos comandos que a criança fornece através do computador. Neste ambiente o aprendiz pode explorar conceitos de diferentes domínios, como matemática, resolução de problemas, planejamento, programação. Os comandos que movimentam a Tartaruga podem ser utilizados numa série de atividades que a criança pode realizar. A metodologia Logo de ensino-aprendizagem tem sido utilizada numa ampla gama de atividades em diferentes áreas do conhecimento e com diferentes populações de crianças. Ele é utilizado no processo de alfabetização com crianças que não conhecem letras, palavras, ou números. É possível utilizar Logo para implementar jogos e desenvolver atividades na área de Matemática, Física, Biologia e Português do 1º e 2º graus (Valente e Valente, 1988). O logo tem sido usado na educação especial.


Fonte de pesquisa:

TAJRA, Sanmya F. Informática na Educação São Paulo, Editora Érica, 2001

www.infoescola.com/informatica/softwares-educacionais/ acesso em 09 de outubro de 2009

Atividades para o Ensino de Português


Olá, gente!!

Estava navegando na NET e encontrei um site com vários jogos que trazem atividades que podem ser trabalhadas em aulas de português. Vale mesmo a pena dar uma conferida, pois pode ser trabalhado com qualquer turma de todos os níveis: do fundamental ao ensino médio.

Tá aí o site: http://www.redescola.com.br

Gostei muito desse jogo para trabalhar com crianças em processo de letramento: http://www.redescola.com.br/software/uappr066/uappr066.swf

Hasta luego!! hehehehehe!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

UTILIZAÇÃO DA INTERNET COMO FERRAMENTA DE PESQUISA NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

Esse vídeo não é exatamente ou apenas do nosso tema, mas sim serve para a disciplina em si, achei bastante interessante e quis dividi-lo com vocês, espero que gostem ;)

Jogos e Atividades para Sala de Aula


DICA DO DIA: Esse site traz diversos jogos, quiz, atividades didáticas dentre outras ferramentas que tbm podem ser utilizadas em sala de aula. Contém atividaes destinadas para todos os níveis e disciplinas... É bastante interessante... vale a pena conferir!!

O link é: http://sitededicas.uol.com.br/quiz_adu_portugues_facil.htm

Tecnologia para o processo de Ensino-Aprendizagem


O uso da tecnologia para o processo de ensino-aprendizagem torna-se cada vez mais necessário, devido o fato de a sociedade estar sempre em constante desenvolvimento.
Aprender de forma mais interativa e dinâmica é o primeiro passo para se pensar numa abordagem didático-pedagógica mais eficiente no que diz respeito ao "desenrrolar" da aprendizagem.
O computador torna-se, então, peça chave no auxiliar o professor no andamento de suas aulas.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Formação docente para o trabalho com a informática

A formação do professor em informática na educação vem ocorrendo, na maioria das vezes, através de cursos de capacitação de um número x de horas , que se desenvolvem na própria instituição de ensino, em universidades e centros de informática. Estes cursos são extremamente importantes e necessários para a implantação da informática na escola, mas nem sempre são suficientes em termos de propiciar mudanças reais no contexto da prática do professor.
Por essa razão a formação do professor em informática na educação precisa ser vista além do espaço/tempo do curso, contemplando nesse processo a dimensão do contexto do dia a dia do professor. Nesse enfoque a preparação do professor envolve muito mais do que ele aprender a lidar com as ferramentas computacionais. O professor também precisa aprender a recontextualizar o uso do computador, integrando-o às suas atividades pedagógicas. Isto significa que o processo de formação deve propiciar ao professor construir novos conhecimentos, relacionar diferentes conteúdos e reconstruir um novo referencial pedagógico.
Entretanto, a grande dificuldade do professor em formação é a reconstrução da sua prática pedagógica, principalmente quando os pressupostos educacionais que orientam o uso do computador se diferem da concepção de ensino e aprendizagem do sistema da escola. A visão educacional tecnicista do sistema da escola privilegia o ensino através da instrução e a aprendizagem do aluno através de um produto (padronizado). Já abordagem construcionista que fundamenta o uso do computador enfatiza a aprendizagem, através das interações e o processo de construção do conhecimento do aluno na elaboração de um produto que lhe seja significativo.
Nessa perspectiva, a questão é como preparar o professor para que ele possa integrar o uso do computador, baseado na abordagem construcionista com os conteúdos curriculares, na sua vivência - na sua realidade. A realidade de uma instituição de ensino se constitui de uma estrutura, uma organização de tempo, espaço, uma grade curricular, que muitas vezes dificulta o desenvolvimento de uma nova prática pedagógica. São as amarras institucionais que refletem nas amarras pessoais. Portanto, não basta o professor querer mudar. É preciso alimentar a sua vontade de estar construindo algo novo, de estar compartilhando os momentos de dúvidas, questionamentos e incertezas, de estar encorajando o seu processo de reconstrução de uma nova prática. Uma prática reflexiva onde a tecnologia possa ser utilizada no sentido de reverter o processo educativo, que se expressa de forma agonizante na sociedade atual.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

UTILIZAÇÃO DA INTERNET COMO FERRAMENTA DE PESQUISA NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM


A preocupação com a veracidade das informações encontradas na rede ou o conteúdo inapropriado que os sistemas de busca podem trazer em uma simples pesquisa, gera relutância em alguns educadores sobre o uso da internet.
Para ajudar a orientar a navegação pela rede, alguns portais trazem conteúdo preparado por pedagogos e especialistas, dirigidos a professores e outras informações “extraclasse” para os alunos.
“As escolas, em geral, não estão preparadas para oferecer sozinhas um material multimídia e fazer a orientação do aluno para navegar”, diz Betina Von Staa, coordenadora pedagógica da tecnologia educacional do Grupo Positivo, que mantém os portais Educacional e Aprende Brasil, nos quais as escolas cadastradas podem acessar material de apoio, montar blogs para os professores, manter projetos on-line e até manter projetos com escolas de outras partes do país.
Na infinidade de informações que a internet dispõe ao usuário, o que há de melhor e de pior se mesclam. Por isso, é preciso critério e informação para não ter problemas. “Comparo a internet com uma imensa banca de revistas. Tem de tudo, mas qual você vai comprar e como você vai escolher é um problema”, diz a especialista em Tecnologia na Educação, professora Gláucia da Silva Brito, da Universidade Federal do Paraná.
A pesquisadora defende que o professor deve estar preparado para orientar os alunos com relação às pesquisas e à veracidade do conteúdo que encontram. “O professor precisa saber, por exemplo, identificar quando uma pesquisa é mera cópia de conteúdo da internet. Mas isso não é propriamente um mal exclusivo da rede, na minha época os alunos faziam isso com a Enciclopédia Barsa. É uma questão cultural”, comenta.
Gláucia afirma que o papel do professor na sala de aula com a entrada das novas tecnologias não se altera. A sua função ainda é educar e não ser um mero instrutor. “Nunca será papel do professor repassar informações, mas ensinar o aluno a ter senso crítico sobre o que ele observa. Há sete anos discutíamos qual tecnologia poderíamos utilizar em sala de aula, hoje pensamos em como usar o máximo das tecnologias disponíveis”, relata.
A advogada e pedagoga especialista em direito digital do escritório Patrícia Peck Pinheiro Advogados, Cristina Sleiman, co-autora do livro Direito digital no dia-a-dia, relata casos sobre os riscos do mau uso da internet pelos jovens, que a utilizam mais para o entretenimento.
Para Cristina, os pais e os professores devem sempre intermediar o acesso do aluno à rede.“É preciso orientar a criança desde cedo, pois elas têm esse contato ainda pequenas. Temos de formar a cidadania digital, a criança precisa saber que ela pode ser tanto vítima quanto infrator na internet”, afirma.
A especialista diz que o primeiro passo para essa educação crítica é pais e educadores conhecerem as ferramentas. “Os pais precisam saber o que é o Orkut, o MSN, o Youtube. Só conhecendo bem as ferramentas é que poderão monitorar e orientar o uso saudável da rede”, opina

sábado, 3 de outubro de 2009